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É melhor contratar o palestrante ou a palestra ? E tem diferença ?

July 2, 2017

Todos os anos as empresas se deparam com a mesma dúvida: “Qual palestrante vou contratar para meu evento? ”.

 

Algumas delegam às suas agências, ou, abrem concorrências para que uma meia dúzia delas tragam mais de 5 ou 6 opções cada, e na maioria das vezes, é o valor da contratação o fator que vai pesar na decisão. São raras as oportunidades que as agências tem de defender e apresentar suas propostas, muitas vezes, um envelope lacrado é enviado e aguarda-se o sim ou não. Outras, decidem por contratar diretamente, e é nesse momento que a preferência pessoal do gestor, talvez um ídolo dele, ou o técnico do time que ele torce, seja escolhido o palestrante da vez. Há algumas semanas, a secretária do presidente de uma empresa entrou em contato comigo solicitando um palestrante, me passou todo o briefing, me falou de como era a equipe, pra quem seria a palestra e o principal, quais os resultados que eles esperavam daquele evento. Com todas as informações, fiz algumas pesquisas, pontuei detalhadamente as características de cada um que pudesse atender às expectativas dos gestores, e enviei uma planilha de sugestões e uma noção de valores de cada um deles. Alguns dias depois, ela me ligou, e fizemos um call com o presidente e um de seus diretores, queriam me pedir que orçasse um grande ídolo do futebol como palestrante. Ouvi todos os motivos que estavam direcionando à escolha do ex atleta, percebi imediatamente que todos estavam fundamentados em um único ponto: eles eram fãs do cara, muito fãs, e, enxergaram nesse evento uma bela oportunidade de conhecê-lo. Argumentei cada um dos nomes que eu havia sugerido, o principal deles, é que a equipe pra quem o palestrante falaria, era composta de mulheres, abaixo de 40 anos, com perfil executivo, ou seja, um jogador de futebol não falaria muito ao universo delas, e, tendo menos de 40 anos, elas sequer o viram jogar, nestes casos, a empatia não estaria estabelecida, e o poder de impacto do jogador seria fortemente reduzido.

 

Enfim, perdi a batalha, e o palestrante contratado foi ele, o ídolo do chefe.

 

Há muito o que se observar no momento de contratar um profissional para conversar com o seu público, seja ele interno ou externo, e o principal deles é este: contrate para o seu público, não para você.

 

"Suas ações falam tão alto que eu mal consigo ouvir o que você diz."

 

Quem nunca ouviu essa máxima ? Ser escritor de um livro de sucesso, ser o papa do tal best seller "motivacional" não faz de ninguém um bom palestrante. Observe ele trabalhando, liderando, em ação. Tá aí o Tite, cujas ações e resultados são extremamente coerentes, ele é o que fala, e os resultados dele (não quero dizer em termos de gols até porque meu entendimento de futebol é perto de zero) mas falo em liderança, são sempre de acordo com o discurso dele. Quem acompanha o mercado de palestras sabe que 10 de 10 sugestões enviadas aos clientes levam um nome que além de ser um dos mais caros do mercado, é praticamente uma fraude considerando o abismo que existe entre o que ele diz e o que ele faz.

 

O fato é que um bom palestrante, não é bom para todos.

 

Cada empresa atravessa um momento diferente, tem uma equipe com características diferentes, tem objetivos diferentes, e é exatamente isso, o motivo, que faz com que para cada empresa, exista um palestrante ideal.

 

Eu, por exemplo, não vejo qualquer diferença entre um investimento em peças publicitárias e a contratação de um palestrante ou mestre de cerimônias, todas são investimentos com um único objetivo: RESULTADO. Se para um, o resultado é lucro, aumento nas vendas ou o reconhecimento da marca, para outro, o resultado é engajamento, "motivação", redução de turn over etc.

 

Todo investimento é feito em busca de resultados.

 

Outra armadilha do mercado de palestrantes, é a modalidade "contação de história". Há um bom número de profissionais bem sucedidos (ou não), que transcrevem sua história em uma dezena de slides no power point e saem por aí "palestrando". O grande desencontro desses profissionais com o já citado resultado, é a pouca ou nenhuma conexão da trajetória dele com o mundo corporativo, desde a utilização de termos específicos até a amarração da história ao tema/objetivo, motivo/resultado. Palestras assim, costumam gerar muitas selfies e posts nas redes sociais do público participante, mas raramente mudam a forma como a equipe vai pensar e agir no ciclo seguinte, e eu realmente duvido que uma empresa tenha a intenção de investir R$ 30.000 ou R$ 40.000 pra proporcionar alguns likes para seus colaboradores. Eu assisto uma dezena de palestras por semana, mais alguns anos e terei assistido a pelo menos umas 4.000 apresentações. Esse é meu trabalho afinal, dizer para o meu cliente qual profissional ele deve contratar e porque, e viabilizar essa contratação, e por isso, assisto a todas, caso contrário, não teria argumentos para as minhas indicações. E foi em um dessas minhas andanças profissionais que vi um ex atleta, com o peito recheado de medalhas, uma carreira vitoriosa, sem dúvida nenhuma, perder a oportunidade de dar uma lição inesquecível para os colaboradores do contratante, que, infelizmente, não era, na época, meu cliente. O cliente, na ocasião, estava atravessando um problema muito sério. O líder do time, recém contratado, não estava sendo bem recebido pela equipe, que, justamente por ser muito unida, tinha por hábito rejeitar novos entrantes. Paralelamente a isso, estavam tendo alguns probleminhas de ego, nem todos que atuavam fortemente no processo estavam sob os holofotes. Optaram por oferecer então uma palestra "motivacional" pra que essa situação pudesse ser modificada, e pra isso, investiram cerca de R$ 25.000,00 na contratação do ex atleta medalhado, sem contar nas despesas com aluguel de espaço, coffee-break e a ausência de pelo menos 100 colaboradores do trabalho durante aquele período. Aquele atleta, em sua contação de história, da sua história, em nenhum momento se conectou com o público ou com o resultado de sua contratação. Todos sabemos que um atleta de seleção brasileira, tem por rotina receber novos jogadores, ele podia ter usado isso, podia ter trazido esse assunto à tona, podia explorar isso, o cliente queria isso, precisava disso... mas não, nenhum contexto corporativo foi adicionado à "palestra".

 

Todos sabemos também que todos os jogadores de um time podem participar de uma jogada, mas é o atacante do time que é ovacionado, que ganha mais, que recebe os maiores contratos de patrocínio. Isso é ser time. E ele usou isso ? Claro que não, ele não é um palestrante, é um contador de histórias. A história dele, os slides "a la" polícia federal não precisavam ter mudado, ele só precisaria ser um pouco mais bem preparado pra atender um mercado que consome ferozmente esse produto chamado palestrante, o mercado corporativo.

 

Tem uma música da baiana Pitty que diz: "Te vejo errando e isso não é pecado, exceto quando faz outra pessoa sangrar..." E já que estamos falando de contexto corporativo, uma contratação ruim, faz seu bolso sangrar, e a Pitty que me desculpe, isso sim, é pecado. Antes de terminar, quero esclarecer a razão pela qual o termo motivacional e suas variações estão entre aspas neste despretensioso artigo. Acontece que aprendi com alguns atletas paralímpicos, aos quais se atribui superação e espera-se deles as maiores palestras motivacionais do mundo, que ninguém motiva ninguém, pode inspirar, pode iluminar, pode fazer pensar, mas, se você não sabe pra que sai da cama todas as manhãs, nenhum palestrante, mesmo que custe R$ 100.000 vai te dizer.

 

Abraços, e uma excelente semana pra todos nós. 

 

Ah, e se precisar contratar um palestrante para seu evento, fique à vontade em conhecer nosso trabalho e compartilhar esse artigo.  

 

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